Vinho da semana

Vinho português: vale a pena levar?

24 de novembro de 2017

Em dia de black friday, vamos falar de preço. É claro que a “pergunta título”, cuja resposta é um sonoro sim, é uma pequena provocação. Mas, quanto, de fato, se economiza comprando um vinho lusitano em Portugal? Escolhemos três exemplares que podem dar uma boa ideia.

Antes, algumas pequenas informações sobre o transporte de vinhos para o Brasil. Segundo a receita federal brasileira, para usufruir da isenção da bagagem acompanhada, além de observar a cota de valor, é preciso obedecer aos limites quantitativos, ou seja, no caso de bebidas alcoólicas, 12 litros (16 garrafas de 750ml). Entretanto, é necessário ficar atento ao limite do valor global em mercadorias que você estiver levando para o Brasil. Atualmente, o valor é de 500 dólares quando o ingresso é por via aérea. Mas há um detalhe: essas isenções partem do princípio de que as mercadorias são para consumo próprio. Portanto, caso você leve 16 garrafas de Pera Manca, a receita pode suspeitar da destinação dessa mercadoria e causar-lhe problema.

Nos últimos meses, o brasileiro enfrenta mais um problema quanto ao transporte de bebidas no regresso ao Brasil. É que a franquia de bagagem de porão foi reduzida para 1 unidade de, no máximo, 23 kg. O transporte de mais unidades e/ou mais peso dependerá da tarifa contratada com a companhia aérea ou do pagamento de excesso. Nessas hipóteses, é o caso, claro, de se fazer contas.

Mas vamos ao que interessa. Para facilitar as comparações, levamos em conta a cotação aproximada do Euro de R$ 4,00. Também é bom esclarecer duas coisinhas: 1) esse post não representa qualquer juízo de valor ou crítica a quem quer que seja (governo, importadores, comerciantes, etc.), tratando-se apenas de uma informação tão curiosa quanto útil; 2) todos os preços são de prateleira, ou seja, ao consumidor final.

O primeiro deles é o Esteva, da Casa Ferreirinha, produtor muito conhecido e consumido no Brasil. Esse ótimo exemplar do Douro, custa, em Portugal, 4,49€ (R$ 17,96); no Brasil, chega perto dos R$ 100,00. É, portanto, um diferença de mais de 500%.

O Periquita sempre foi um dos vinhos portugueses mais populares no Brasil. No caso do tinto, original da península de Setúbal, a diferença gira em torno de 360%.

O Defesa, alentejano produzido pela Esporão, é um exemplar nobre. Também bastante familiar no gosto dos brasileiros, sai aqui por 6,99€ ou R$ 27,96. No Brasil, custa, aproximadamente, 465% do valor original.

Fotos: O Inverso de Cabral. Todas as fotografias foram tiradas na semana de publicação da postagem.

Portanto, quando estiverem por cá, saibam: levar alguns exemplares do vinho nacional será sempre um ótimo negócio. Boas compras.