Vinho da semana

Vinho do Porto

20 de outubro de 2017

O Vinho do Porto é um símbolo português. Não sem motivo. A iguaria tem estreita relação com parte importante com a história do país.

Essa história vem de muito longe. Em 1386, o Tratado de Windsor incrementou bastante as relações comerciais entre Portugal e Inglaterra, dentre as quais o comércio do vinho (que, com frequência, também era trocado por bacalhau). Nessa época e por bom tempo, o centro comercial das relações estabelecidas entre os dois países não era a cidade do Porto, mas Viana do Castelo. Com a interrupção da importação de vinho francês pela Inglaterra, a demanda pelo produto português explodiu, o que causou a utilização da região vinícola do Douro, bem mais distante. A produção, a partir de então, era transportada pelo rio que da nome à região até a cidade do Porto. Isso demandou a utilização de técnicas de conservação do vinho, dentre as quais, a adição de aguardente vínica, o que, muito mais tarde e depois de um longo desenvolvimento, resultou no produto que conhecemos hoje. Em resumo, percebeu-se que a adição de aguardente interrompia a fermentação, mantendo o açúcar, e fortificava a bebida. Já na segunda metade do século XVIII, o Marquês de Pombal criou regras de denominação de origem, submetendo o vinho produzido na região a um controle de qualidade rigoroso.

Seja como aperitivo ou para acompanhar sobremesas, o vinho do Porto, adocicado e alcoólico, é perfeito. O que, entretanto, surpreende muitos são as variedades (fonte: Instituto dos Vinhos do Porto).

Vinho do Porto

Foto: O Inverso de Cabral

Ruby

São vinhos em que se procura sustentar a evolução da sua cor tinta, mais ou menos intensa, e manter o aroma frutado e vigor dos vinhos jovens. Neste tipo de vinhos, por ordem crescente de qualidade, inserem-se as categorias Ruby, Reserva, Late Bottled Vintage (LBV) e Vintage. Os vinhos das melhores categorias, principalmente o Vintage, e em menor grau o LBV, poderão ser guardados, pois envelhecem bem em garrafa. É importante, entretanto, saber que, pelas características, os Vintages, uma vez abertos, devem ser consumidos em horas, ou seja em ocasiões e com pessoas especiais. Os LBV duram, abertos, até 15 dias sem perda da qualidade.

Tawny

Obtido por lotação de vinhos de grau de maturação variável, conduzida através do envelhecimento em cascos ou tonéis. São vinhos em que a cor apresenta evolução, devendo integrar-se nas sub-classes de cor tinto-alourado, alourado ou alourado-claro. Os aromas lembram os frutos secos e a madeira. Quanto mais velho for o vinho mais estas características se acentuam. As categorias existentes são: Tawny, Tawny Reserva, Tawny com Indicação de Idade (10 anos, 20 anos, 30 anos e 40 anos) e Colheita. São vinhos de lotes de vários anos, excepto o Colheita, que se assemelha a um Tawny com Indicação de Idade com o mesmo tempo de envelhecimento.

Quando são engarrafados estão prontos para serem consumidos. Aconselham-se os vinhos das categorias Tawny com Indicação de Idade e Colheita.

Branco

O Vinho do Porto branco apresenta-se em vários estilos, nomeadamente associados a períodos de envelhecimento mais ou menos prolongados e diferentes graus de doçura, que resultam do modo como é conduzida a sua elaboração. Aos vinhos tradicionais, juntaram-se os vinhos de aroma floral e complexo com um teor alcoólico mínimo de 16,5% (Vinho do Porto Branco Leve Seco) capazes de responder à procura de vinhos menos ricos em álcool.

Rosé

Vinho de cor rosada obtido por maceração pouco intensa de uvas tintas e em que não se promovem fenômenos de oxidação durante a sua conservação. São vinhos para serem consumidos novos com boa exuberância aromática com notas de cereja, framboesa e morango. Na boca são suaves e agradáveis. Devem ser apreciados frescos ou com gelo, podendo ainda ser servidos em diversos cocktails.