Regiões

O Alentejo

18 de agosto de 2017

Ao longo dos séculos, as planícies alentejanas conheceram diversos ocupantes, originários das mais variadas culturas. Alguns foram deixando os seus testemunhos, entre os quais a vinha e o vinho. Por isso, não é de admirar que a atividade economina regional esteja fortemente enraizada nas tradições do povo alentejano e que muitos dos vinhos produzidos na região façam parte da lista dos mais consumidos em todo o país.

No Alentejo, o relevo é plano, à exceção de algumas elevações não muito acentuadas, como a serra de São Mamede, em Portalegre, o que condiciona o clima. Neste aspecto, a região tem tudo para produzir ótimo vinho: nos meses que antecedem a vindima, a chuva fica escassa e o sol, abundante, o que favorece uma adequada maturação das uvas. Os solos, apesar da sua diversidade, também se prestam, em geral, ao cultivo da vinha.

O vasto e diferenciado território do Alentejo encontra-se dividido administrativamente em três distritos, Portalegre, Évora e Beja que, juntos, perfazem as fronteiras naturais do Vinho Regional Alentejano. As oito sub-regiões da área geográfica de produção do DOC Alentejo são: Borba, Évora, Granja-Amareleja, Moura, Portalegre, Redondo, Reguengos, Vidigueira.

Na região, visitamos, por duas vezes, a imperdível cidade de Évora (falaremos em breve) onde se localiza a Adega Cartuxa, produtora de um elenco respeitável de vinhos, todos facilmente encontrados no Brasil, como o EA, o Cartuxa, o Scala Coeli e o Pera Manca.

Em Évora, pode valer uma visita à Sala de Provas, que fica no centro histórico da cidade, onde se tem informações sobre o enoturismo no Alentejo (castas, rotas, etc).

➸Partindo de Lisboa: de carro, chega-se ao Alentejo em 1 hora e meia.
De comboio/trem a viagem dura cerca de 2 horas e os preços variam conforme o horário (de 8 a 17,50 € – consulte aqui).
De autocarro/ônibus partindo de Sete Rios  o trajeto dura 1 hora e 45 minutos e custa 12,50 € o trecho. Veja os horários aqui.

Fotos: O Inverso de Cabral