Dicas

A Luz de Lisboa

18 de setembro de 2017

“Ó Cidade da Luz! Perpétua fonte 
De tão nítida e virgem claridade, 
Que parece ilusão, sendo verdade, 
Que o sol aqui feneça e não desponte…”

Uma das coisas que mais nos encanta em Lisboa é o céu! A luz natural da cidade é algo admirável e já foi, até mesmo, motivo de uma exposição que teve como objetivo explicar o fenômeno e o fez com base: a) nas horas de sol, devido a sua posição geográfica (por exemplo, Lisboa tem 4 horas a mais de luz solar do que Londres); b) no fato de ser virada para o Tejo, o que também ajuda a luminosidade; c) os materiais usados nas construções, telhados, as superfícies em azulejos e as calçadas com suas cores claras, que ajudam a refletir a luz. Não, não é exagero: a luz de Lisboa é diferente!

Durante o dia, se o tempo estiver ensolarado, o azul é o mais azul da vida! Esse fenómeno (!), conjugado com uma topografia privilegiada, se reflete na existência de inúmeros miradouros e pontos de observação.

O pôr do sol costuma reservar espetáculos incríveis. Por isso: pare, abra um vinho e contemple! Garantimos que valerá a pena!

 

Os versos que inauguram esse post foram extraídos do poema “Lisboa”, de Alberto de Oliveira, que o finaliza dizendo: “E és, ao sol que te exalta e te coroa, — Loira, morena, multicor Lisboa! — Tão pagã, tão cristã, tão moira ainda…”  De fato, a noite, as luzes artificiais compõem o cenário com a luminosidade natural e encerram o ciclo como que dizendo “até amanhã!” Não resta dúvida que o turismo em Lisboa é contemplativo. Motivos não faltam para concluir que a cidade é, ela mesma, a maior atração.

Fotos: O Inverso de Cabral