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Lisboa por áreas: a Freguesia d’Ajuda é puro charme

11 de Janeiro de 2018

Na esteira do Jardim Botânico, vamos falar um pouco sobre a Freguesia d’Ajuda. Reza a lenda que tem origem nas peregrinações do povo à Ermida de Nossa Senhora da Ajuda. Com as romarias, começaram a montar barracas de vendas e casas para as pessoas que queriam viver sob proteção do santuário. Em 1768, o Marquês de Pombal instalou, na Horta da Quinta de Cima, o Jardim Botânico. A Real Barraca que tinha sido a residência da família real foi substituída pelo Palácio Nacional da Ajuda. As obras tiveram início em 1795, mas tiveram de ser interrompidas devido às Invasões francesas, que obrigaram a família real a fugir para o Brasil. Foi concluído em meados do século XIX, tendo sido a residência do rei D. Carlos. Descrições da época apontam 1587 como o ano de criação da freguesia, que representa, atualmente, 3% do território da Cidade. A arquitetura é antiga, composta essencialmente por prédios baixos, com poucos apartamentos e destinação exclusivamente residencial.

São vários os pontos de interesse para o turista. O Palácio Nacional d’Ajuda, o Jardim Botânico, o Jardim Botânico Tropical, a Residência do escritor Alexandre Herculano (Quinta do Seminário) e a Torre Sineira são exemplos de atrações procuradas durante todo o ano. Na Ajuda, tudo é muito pertinho e, portanto, possível de se visitar num só dia. Entre Jardins e Palácios, ruas e calçadas dão o tom de charme a esse passeio apaixonante. Ande com calma pela Calçada da Ajuda e pela Calçada da Memória.

Transportes públicos não são, entretanto, o ponto forte dessa região, pelos menos para turistas. É que a melhor sugestão de roteiro para explorar o bairro é começar pelo alto (Palácio Nacional d’Ajuda e a Torre da Sineira) e descer até Belém. A opção de transporte público fica por conta do autocarro 727 (sai do Marquês de Pombal), ou do elétrico 15E, descendo em Belém (mas, nesse caso, você vai caminhar ladeira acima). Por isso, ficar hospedado na Freguesia pode gerar alguma dificuldade de deslocamento pela malha de transporte. Também não há muita oferta de hotéis. Se quiser fixar morada nessa parte da cidade, a melhor opção é Belém, cuja rede de elétricos, autocarros e trens (comboios), pela proximidade, pode ser útil, caso decida se hospedar na Ajuda.

De resto, a Freguesia d’Ajuda tem tudo. O comércio é farto e comer por aqui não é um problema. Diversos cafés, pastelarias, tascas e restaurantes vão repor suas energias com muito sabor. Experimente o bitoque na Jorge D’Amália (Calçada da Memória 20A) ou, para um refeição mais requintada, reserve uma mesa no Ajusta, novo restaurante da Chef Justa Nobre (Calçada da Ajuda, 107).

A freguesia da Ajuda tem recebido muitos investimentos depois dos anos de crise de Portugal. Estas melhorias estruturais fizeram-na, juntamente com a de Belém, ser classificada como a nova grande zona “premium” da capital portuguesa. Não sem razão.

Para um roteiro mais rápido (poucos dias na cidade), procure conjugar o passeio a esta freguesia com a visita a Belém, onde se chega pela Calçada d’Ajuda ou pela Calçada da Memória. No caminho, desfrute.

Fotos: O Inverso de Cabral.

➸ Fonte: Câmara Municipal de Lisboa e Junta da Freguesia d’Ajuda.