Regiões

Douro e Trás-os-Montes

23 de junho de 2017

No extremo Nordeste de Portugal, a norte da região do Douro, existe a região vinícola de Trás-os-Montes. O nome, Trás-os-Montes, refere-se precisamente à sua localização: para lá das serras do Marão e Alvão, a norte do rio Douro. É uma região montanhosa e de solos essencialmente graníticos. Caracteriza-se por grandes diversidades no clima e no relevo, em função dos microclimas em que têm origem (altitude, exposição solar, pluviosidade, temperatura, etc.), que se traduz em vinhos muito diferenciados.

Geograficamente, a região do Douro está situada no nordeste de Portugal, rodeada pelas serras do Morão e Montemuro. É nas bacias hidrográficas dos rios Douro e os seus afluentes onde se encontra a maior parte das vinhas plantadas. As vinhas criam uma paisagem magnifica reconhecida pela UNESCO como Património da Humanidade, desde 2001. De salientar também o facto de ter sido a primeira região demarcada e regulamentada do mundo, aquando da criação pelo Marquês de Pombal, em 1756.

Dos vinhos lá produzidos, metade é destinada à produção de “Vinho do Porto”, enquanto que o restante volume é destinado à produção de vinhos de grande qualidade que utilizam a denominação de origem controlada (DOC) “Douro”.

Na região do Douro, existem três sub-regiões, o Baixo-Corgo, o Cima-Corgo e o Douro Superior. Em cada sub-região há ligeiras alterações climáticas, devido à altitude e à exposição solar nos vales profundos. De um modo geral, o clima é bastante seco e os conjuntos montanhosos oferecem às vinhas proteção contra os ventos. No Baixo-Corgo o ar é mais úmido e fresco, pois recebe ainda alguma influência atlântica. Além disso, a pluviosidade é mais elevada, ajudando a fertilizar os solos e a aumentar a produção. No Douro Superior chega mesmo a ser desértico (as temperaturas chegam aos 50ºC no verão).

É uma região com farta oferta de passeios, vinícolas e restaurantes, tudo direcionado à “cultura do vinho” (visitas a caves, degustações, harmonizações de vinhos, etc). Estivemos em duas, sempre em meses de clima mais ameno: A Quinta do Portal e a Quinta da Pacheca. A primeira se destaca pela qualidade do vinho; a segunda, pelo ótimo restaurante. Ambas oferecem visita guiada às áreas de produção e loja. Existem, entretanto, muitas outras. Para se guiar, a cidade de referência é “Peso da Régua”. Aprecie!

Fotos: Inverso de Cabral.